Coronel Antônio Ribeiro de Macedo

hamilton |09 setembro, 2025

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No dia 15 de fevereiro de 1843, nascia em Porto de Cima um menino que, anos mais tarde, se tornaria referência para sua comunidade: Antônio Ribeiro de Macedo.

Filho de Manoel Ribeiro de Macedo e de Francisca de Paula Pereira de Macedo, cresceu em meio à simplicidade do lugar, mas desde cedo chamava a atenção pela inteligência viva e pela curiosidade que demonstrava diante do mundo.

Ainda jovem, conquistou a amizade do doutor Ramiz Galvão, bibliotecário da Biblioteca Nacional.

Foi ele quem o incentivou a escrever uma monografia sobre Porto de Cima. O trabalho, fruto de dedicação e amor pela terra natal, ultrapassou fronteiras locais e alcançou prestígio nos círculos intelectuais do Paraná.

A vida pessoal de Antônio foi marcada pelo encontro com Sylvia Loyola, com quem se casou em 17 de novembro de 1883.

Casamento de Hercindo Pilotto e Carmen Loyola de Macedo.

Ao lado dela construiu não apenas uma família, mas também uma base sólida de afeto e companheirismo que o sustentaria em sua intensa vida pública.

Tiveram os seguintes filhos:

Eugênio Loyola de Macedo; Carmem Loyola de Macedo; Rosa Loyola de Macedo; Augusto Loyola de Macedo; Paulinho Loyola de Macedo; Eurico Loyola de Macedo.

Homem de ação e de compromisso com a coletividade, atuou em diferentes cidades e em variadas funções: juiz de paz, inspetor escolar, vereador, presidente de Câmara, prefeito, chefe da Superintendência do Ensino Obrigatório e coronel comandante da Guarda Nacional.

Também ocupou cadeira na Assembleia Provincial, levando a voz de sua gente ao debate político.

Mas Antônio não foi apenas político e administrador.

Era, sobretudo, um pensador.

Escreveu sobre temas sociais, econômicos e culturais, sempre com olhar atento para os problemas de seu tempo.

Questionou a miséria, refletiu sobre os limites territoriais do Paraná e de Santa Catarina, defendeu a importância da erva-mate para o desenvolvimento regional e registrou a história da província em textos que marcaram época.

Foi eleito deputado provincial atuando de 1876 1877.

Foi delegado de polícia em Campo Largo em 1884. Foi inspetor paroquial em Campo Largo em 1885.

Foi chefe de superintendência do ensino obrigatório em 1885.

Foi provedor da Santa Casa de Misericórdia de Paranaguá.

Dezenove de Dezembro (PR) – 1854 a 1890.

Foi coronel comandante superior da Guarda Nacional em 1888.

1890 periódico A Ordem

Ocupou ainda o cargo de prefeito do município de Antonina de 1894 a 1909 e de 1912 a 1916.

Foi inspetor escolar de Paranaguá em 1890.

A Republica : orgam do Partido Republicano (PR) – 1888 a 1930, edição 00120 pág 02.

Fundou o jornal O Progresso em 1902.

Foi Presidente provisório da Associação “Socorros Mutuos” no ano de 1902.

A Republica : orgam do Partido Republicano (PR) – 1888 a 1930 Edição 00242 pág 02.

Foi também provedor da Santa Casa de Caridade de Antonina.

Foi membro da Loja maçônica de Antonina.

Periódico O Jerusalem 1887.

Junto com seu irmão fundam o Partido Democrático, mas logo extinto, e depois aproximam-se da liderança de Vicente Machado.

Em sua homenagem, há uma praça no centro da cidade de Antonina, denominada Praça Coronel Macedo.

 A praça ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Pilar, foi construída quando Antonio Ribeiro de Macedo era prefeito. Após o seu falecimento, a Câmara Municipal, através de projeto lei, denominou a praça em sua homenagem. Antes o espaço, considerado ponto turístico do município, era denominado de Campo da MatrizPátio da Matriz e Praça da República.

Como jornalista, fundou e dirigiu jornais, e colaborou com outros periódicos, espalhando ideias que buscavam despertar consciência e cidadania.

Na vida comercial, mostrou-se igualmente exemplar. Instalou casas de comissões e consignações em Paranaguá e Antonina, sempre com o porto por testemunha. Era conhecido pela retidão com que conduzia os negócios e pela confiança que transmitia a seus clientes. Para muitos, tornou-se a própria imagem da honradez.

Quem conviveu com ele guardou a lembrança de um homem incansável, patriota e íntegro, que jamais se desviou de seus princípios. Austero e, ao mesmo tempo, bondoso, unia firmeza de caráter à modéstia genuína.

Mais do que cargos ou títulos, deixou como herança o exemplo de vida reta, dedicada ao bem comum e à dignidade humana.

Faleceu em 23 de setembro de 1931 na cidade de Antonina.

  1.  Alessandro Cavassin Alves (2014). «A Província do Paraná (1853-1889) a classe política. A parentela no governo.» (PDF). Universidade Federal do Paraná – Tese de Doutorado em Sociologia. Consultado em 26 de junho de 2018
  2.  «Catálogo seletivo de documentos referentes aos africanos e afrodescendentes livres e escravos» (PDF). Arquivo Público do Paraná. 2005. Consultado em 26 de junho de 2018
  3.  «Loja Estrela de Antonina nº 0.190: Resumo Histórico – Participantes». Museu Maçônico Paranaense. Consultado em 26 de junho de 2018
  4.  «Antonina – Praça Coronel Macedo». Nossos Litoral do Paraná. Consultado em 26 de junho de 2018
  5.  «Turismo – Praça Coronel Macedo». Portal Antonina. Consultado em 26 de junho de 2018
  6.  «Praça Coronel Macedo». Prefeitura Municipal de Antonina. Consultado em 26 de junho de 2018
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